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Riachuelo acelera crescimento com moda, eficiência e digital, e registra lucro recorde no segundo trimestre

A Riachuelo encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados que reforçam uma estratégia cada vez mais centrada na moda, na eficiência operacional e na transformação digital. A varejista registrou lucro líquido de R$ 167,9 milhões entre abril e junho, alta de 36,2% em relação ao mesmo período do ano passado — o maior resultado da companhia para um segundo trimestre.

Mais do que um desempenho financeiro positivo, o balanço evidencia uma operação em que o vestuário voltou a ocupar o centro da estratégia. A receita da categoria cresceu 8,9%, alcançando R$ 1,75 bilhão, enquanto as vendas nas mesmas lojas avançaram 7,8%, marcando o 12º trimestre consecutivo de crescimento desse indicador.

Os resultados também refletem um momento em que grandes redes de moda buscam equilibrar velocidade, rentabilidade e controle de estoques. Na Riachuelo, a margem bruta do vestuário chegou a 59,2%, impulsionada por maior eficiência industrial, redução de remarcações, aprimoramento da política de preços e um mix de produtos favorecido pela coleção de inverno.

A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,69 bilhões, crescimento de 3,3% sobre o mesmo período de 2025. Já o Ebitda consolidado somou R$ 460,6 milhões, avanço de 12,7%, com margem de 17,1% — o maior patamar histórico da empresa para um segundo trimestre.

Outro destaque do período foi o avanço do canal digital. Sem divulgar números específicos da operação online, a companhia afirma que o crescimento segue apoiado em tecnologia proprietária, uso de dados e inteligência artificial, pilares que vêm ganhando protagonismo nas estratégias do varejo de moda para integrar lojas físicas, e-commerce e personalização da experiência de compra.

A divisão financeira Midway também manteve trajetória positiva. A receita líquida do segmento cresceu 6,5%, para R$ 684,2 milhões, enquanto a carteira de crédito avançou 10,1%. Segundo a empresa, a expansão ocorreu sem flexibilizar a política de concessão de crédito, refletida na redução dos índices de inadimplência de curto prazo.

No acumulado do trimestre, o lucro bruto alcançou R$ 1,7 bilhão, com margem de 63,3%, enquanto as despesas operacionais permaneceram praticamente alinhadas ao crescimento da receita, indicando maior eficiência na gestão dos custos.

Em comunicado aos investidores, a Riachuelo afirmou que seguirá investindo na modernização das lojas dentro do conceito “Incrivelmente Brasil”, além de ampliar iniciativas de transformação digital, automação logística e expansão da rede.

Os resultados reforçam uma tendência observada entre os principais varejistas brasileiros: crescimento sustentado menos pela abertura acelerada de lojas e mais pelo ganho de eficiência, pela gestão de coleções, pelo uso intensivo de tecnologia e pela capacidade de responder rapidamente às mudanças de comportamento do consumidor.

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